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    Gerente da Corsan de São Marcos alerta para aumento do consumo de água durante quarentena pelo coronavírus

    Consumo de água aumentou em todo o Brasil durante a última semana e falta de chuva segue afetando o Rio Grande do Sul: ‘não estamos correndo risco de racionamento de água, mas, se o pessoal abusar, nós vamos entrar no ‘vermelho’

    6 dias atrás

Com as pessoas em casa durante o período de quarentena pela pandemia do coronavírus e medidas de higiene sendo reforçadas, o consumo de água aumentou em todo o Brasil durante a última semana. Além disso, a falta de chuva segue afetando o Rio Grande do Sul e fazendo crescer a lista dos municípios prejudicados pela estiagem. Em São Marcos, o diretor da Corsan, André Viana, alerta para a necessidade da economia de água durante a quarentena. “Como nós nos preparamos bem (com a revisão geral na rede de abastecimento da cidade), não entramos num nível crítico alarmante nos primeiros meses do ano, mas, como a estiagem está durando muito, temos que fazer uma campanha para que as pessoas façam uso racional da água. Nós não estamos correndo risco de racionamento de água, mas o nosso medo agora é que as pessoas que estão em casa comecem a lavar carro, lavar calçada, e esse tipo de coisa a gente não pode ter, se não vai complicar”, assinala André Viana.

Estiagem avança e nível da barragem que abastece São Marcos segue diminuindo

Conforme aponta, antes da pandemia do coronavírus havia horários de pico de maior consumo de água. “Nós tínhamos horários de pico, que seria das 11h às 13h30 e depois das 18h30 às 21h. Mas agora isso se espalhou para o dia inteiro, porque as pessoas estão em casa. Nós temos que orientar essas pessoas. A restrição para a água tem que continuar. Para São Marcos todas as situações de estiagem foram tranquilas neste ano, só que, se o pessoal abusar, nós vamos entrar no ‘vermelho’”, ressalta o gerente da Corsan de São Marcos. Segundo antecipa, a situação de estiagem no Estado deve começar a normalizar a partir da segunda quinzena do mês de abril. “A princípio, pelo o que a gente vem acompanhando a meteorologia, vai começar a normalizar. Mas precisaríamos de 1 a 2 meses de chuva para voltar a capacidade máxima da represa. Contudo, com as medidas que tomamos, entramos na época de estiagem com a represa de São Marcos em capacidade máxima e por isso que estamos conseguindo segurar”, reforça André Viana. O atendimento da Corsan de São Marcos está suspenso no formato presencial devido ao coronavírus, mas segue pelo call center (08006466444) e redes sociais da companhia.