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    Geraldo Sandri - geraldosandri65@hotmail.com

    Em Semana Santa atípica, estimativa é de comercialização de 3 mil toneladas de peixe no Estado

    Rio Grande do Sul estima comercialização de pouco mais de 3 mil toneladas de pescado para a Páscoa

    2 meses atrás

Estamos em plena Semana Santa completamente atípica, diferente de qualquer outra já vivida, por conta de uma pandemia nunca antes registrada nas mais de seis décadas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social no Rio Grande do Sul. Estamos ainda todos inseridos em um estado de calamidade pública decretado pelos governos Federal, Estadual e municipais, e orientados a manter isolamento social de familiares e amigos, impedidos de aglomerações e comemorações festivas, diante de medidas restritivas necessárias para a prevenção do contágio e enfrentamento à disseminação do novo coronavírus, que causa a Covid-19.

Mas mesmo diante dessa situação, os serviços essenciais, como de saúde e produção e comercialização de alimentos para o abastecimento da população, não pararam. Isso acontece também com os piscicultores que, com adaptações necessárias das vendas, agora sob encomenda por telefone e redes sociais, tele entrega à domicílio e/ou venda direta ao consumidor na propriedade, continuam abastecendo os gaúchos, principalmente nesse período que o consumo de pescado aumenta devido à Sexta-Feira Santa.

Dentro desse contexto, e de acordo com o levantamento feito pela Emater/RSAscar em 467 do total de 497 municípios gaúchos, está estimada a comercialização de pouco mais de 3 mil toneladas de pescado no Estado durante esta semana, período em que se vende 20% a 25% de toda a produção anual. Esse volume, em relação ao do ano passado (4,4 mil toneladas), representa uma redução de 28%, causada não somente pelas incertezas sobre a possibilidade de realização de feiras devido à pandemia, mas também pelo crítico período de estiagem que dificultou o planejamento.

Ainda segundo o levantamento realizado desde 2009 pela Instituição e disponibilizado no site da Emater, e se comparado com o ano passado, apesar da diminuição do número de municípios que apresentaram informações sobre a comercialização de peixe e a consequente redução do volume de vendas esperado, o preço médio teve um aumento neste ano de 3%. Já sobre os pontos de comercialização de peixes no Estado, houve uma redução dos locais e dias de feira, venda na propriedade, venda na casa do pescador.

Em relação às espécies comercializadas, a carpa capim inteira é a que apresenta maior expectativa de venda, seguida da tilápia, o que indica que os produtores estão aprendendo as técnicas de cultivo e os consumidores, conhecendo e apreciando o sabor da espécie. Durante a Semana Santa também são vendidas outras espécies de carpas, jundiás, traíras, camarão, piavas, violinhas e pescadas, entre outras.

Durante o ano, e em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a Instituição divulga o levantamento da previsão, através de seus escritórios municipais e regionais, planeja e executa várias atividades nas áreas de piscicultura, junto aos agricultores familiares e pescadores. Os extensionistas elaboram projetos e orientam os produtores na construção dos viveiros, na calagem e na adubação, na introdução dos alevinos, no manejo e controle da qualidade da água, na alimentação dos peixes, no controle das doenças, na despesca e na comercialização da produção e nas formas de consumo do peixe produzido.

Tudo isso para garantir o abastecimento e o alimento saudável, em quantidade e com a qualidade peculiar que todos os gaúchos conhecem e que só a nossa Emater/RS-Ascar é capaz de proporcionar, não apenas nesta Semana Santa, mas durante todos os dias do ano.

Uma feliz e saudável Páscoa a todos, respeitando as restrições necessárias nesse momento.

Geraldo Sandri, presidente da Emater/RS-Ascar