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    Defesa Civil interdita propriedade às margens do Rio São Marcos

    Após alerta sobre percolação da barragem Passo do Meio, em São Francisco de Paula, Defesa Civil realizou ação para desocupar 23 residências nas margens do Rio das Antas e Rio São Marcos

    1 semana atrás

    Defesa Civil de São Marcos atuou na interdição de imóvel às margens do Rio São Marcos (foto: divulgação prefeitura de São Marcos)

Nesta quinta-feira, dia 30 de julho, diante de determinação da Coordenadoria da Defesa Civil do Estado, a Defesa Civil de São Marcos, com apoio da prefeitura, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros, realizou interdição de uma propriedade às margens do Rio São Marcos. A ação foi necessária devido ao alerta de percolação do corpo da barragem Passo do Meio, em São Francisco de Paula, detectada no último dia 25 de julho. A fissura na estrutura poderia causar inundação da região, provocando a cheia do Rio São Marcos e Rio das Antas. Por isso, a Defesa Civil emitiu alerta aos moradores de comunidades ribeirinhas e ordenou a interdição de 23 residências localizadas às margens dos rios.

Plano de Emergência indica apenas um endereço de risco em São Marcos

Em São Marcos, apenas um endereço corresponde à área de risco. “A Defesa Civil do Estado determinou que cada município iria visitar as localidades citadas no Plano de Ação de Emergência (PAE) da empresa responsável pela hidrelétrica (Campos de Cima da Serra), eles fazem esse plano de prevenção da barragem para baixo para caso aconteça um incidente como esse com as pessoas. Pelo plano, São Marcos só tem um endereço, em propriedade localizada na capela da Linha Santo Antônio dos Polidoros, às margens do rio São Marcos”, detalha o coordenador da Defesa Civil de São Marcos, Vinícius Capeletti. O local não é uma área de residência fixa, mas sim um sítio da família.

De acordo com Vinícius, os proprietários estão avisados para que não frequentem o local até que a situação esteja normalizada pela empresa responsável pelo monitoramento da estrutura da barragem (Brookfield). “Juntamente com a prefeitura de São Marcos, Defesa Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros, foi feita a visita, notificação e isolamento total dessa área, interditada até que seja solucionado o problema. Eles ficam avisados para não frequentar o local, ele está com o portão isolado, tem aviso do Corpo de Bombeiros e aviso da Defesa Civil para eles não utilizarem nada do espaço”, ressalta o coordenador da Defesa Civil.

Área está isolada, com recomendação para que família não frequente o local neste período (foto: divulgação prefeitura de São Marcos)
Área está isolada, com recomendação para que família não frequente o local neste período (foto: divulgação prefeitura de São Marcos)

Problema na barragem deve ser solucionado em 30 dias: ‘São Marcos fez a sua parte’

Desde o final de semana em que foi emitido o alerta (dia 25), a Defesa Civil do município acompanha os comunicados e iniciou as ações preventivas previstas no PAE. De acordo com Vinícius, a responsabilidade do órgão é acompanhar a situação e manter os proprietários da área que corresponde a São Marcos avisados sobre o risco. “A partir do momento que soubemos que poderia acontecer um desastre ambiental, que envolva vidas, a Defesa Civil, que trabalha na prevenção de acidentes, está notificando o morador para sair dali”, detalha, ressaltando que os outros 11 municípios que possuem propriedades em situação de risco também já concluíram os trabalhos de notificação. “Esse é o trabalho da Defesa Civil, São Marcos fez a sua parte. Os outros municípios também já concluíram suas visitas às residências indicadas, então todo mundo já está sabendo, estão todos avisados que isso poderá acarretar algum prejuízo”, declara.

A Energética Campos de Cima da Serra informa que uma equipe foi mobilizada imediatamente para avaliar o problema e declara que a situação não oferece risco à população, pois não há risco iminente de ruptura. De qualquer forma, acionar as famílias ribeirinhas faz parte do protocolo previsto no Plano de Ação de Emergência, já que há outras duas barragens ao longo do rio e o aumento da vazão poderia atingir propriedades das margens. De acordo com a empresa, a percolação deve ser solucionada em cerca de 20 a 30 dias. Vinícius ressalta que qualquer dano ao meio ambiente ou ao patrimônio das famílias é responsabilidade da própria empresa. “O que houver de prejuízo na natureza ou para as famílias, é responsabilidade da empresa da barragem. Qualquer dano ou remoção necessária nesse período determinado pelo plano de prevenção seria um custo arcado pelo responsável”, pontua o coordenador da Defesa Civil de São Marcos.