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    COLUNISTAS

    Carlos Eduardo Berbigier de Rosso - carloseduardoderosso@gmail.com

    Paixão: a essência do esporte

    Seja em qualquer modalidade individual, ou coletiva, o esporte proporciona o envolvimento de muitas pessoas, profissionais ou espectadores, torcedores ou atletas, pessoas de todos os níveis sociais, sem distinção de cor, raça ou instrução, é a chamada democratização esportiva.

    1 ano atrás

‘O esporte, em toda sua grandeza midiática ou na simples pelada com os amigos, é apaixonante por si só’

Seja em qualquer modalidade individual, ou coletiva, o esporte proporciona o envolvimento de muitas pessoas, profissionais ou espectadores, torcedores ou atletas, pessoas de todos os níveis sociais, sem distinção de cor, raça ou instrução, é a chamada democratização esportiva.

Tivemos muitos eventos de magnitudes mundiais nos últimos anos que envolveram e proporcionaram o espetáculo esportivo a populações que provavelmente não teriam condições de vivenciar se não fosse no quintal de casa. Foi o caso da Copa do Mundo de Futebol de 2010, realizada pela primeira vez no continente africano, na África do Sul, assim como as Olimpíadas e a o Mundial de Futebol realizados no Brasil há alguns anos. Países subdesenvolvidos, em que a corrupção e marginalidade impera, atrapalhando o desenvolvimento de suas sociedades, mas não menos apaixonadas pelo esporte. Países que possuem grandes atletas como alguns de seus ídolos e que têm o esporte como um refúgio para a alegria.

Copa da África do Sul (2010) e as barulhentas vuvuzelas

Para quem gosta, pra quem pratica, seja uma competição ou um simples jogo de final de semana, todos, sem restrições, mas todos os praticantes um dia já saíram frustrados e certamente já saíram muito contentes de qualquer prova, jogo ou campeonato. São as emoções vividas pelo praticante que o trazem de volta, além dos benefícios à saúde, que cada vez mais é ressaltado os cuidados que cada um tem que ter com o corpo. Ganhar ou perder, faz parte da brincadeira, mas no esporte profissional “derrota” é uma palavra assombrada por muitos e indesejadas por todos.

 

A bola não entra por acaso

No livro “A Bola não entra por acaso”, do Gestor Esportivo Ferran Soriano, temos uma boa ideia das estratégias profissionais que devem ser adotadas por grandes equipes de renome mundial para continuar ou chegar ao topo de sua modalidade. Como é difícil pessoas que adoram o futebol trabalhar de forma passional e racional para o melhor de sua Empresa/Clube, mas que, quando isso é feito de forma profissional, os resultados aparecem. Ferran Soriano, relata como foi a guinada esportiva que ocorreu no Barcelona/ESP, após a contratação do Ronaldinho Gaúcho, em sua gestão. Uma equipe com status mundiais, quando está em alta, conquistando títulos, a receita financeira gerada é tão grande quanto ao PIB da maioria dos países da África, que certamente consomem produtos dessas equipes.

2010

‘A vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de vencer’

A idolatria de torcedores, seja fanático ou simpatizantes, torna o esporte um negócio, em que as equipes que estão em alta, seja no Basquete, Futebol Americano ou no tradicional Futebol, terão seus produtos no corpo dos apaixonados pelo esporte.

Mas o qual o sentimento que toma conta dos atletas? Qual a motivação que o atleta tem em todo início de temporada? O que o faz treinar e repetir treinamentos exaustivos todo dia? O espectador é acostumado a ver no dia do jogo, no dia do espetáculo, mas não pensamos, ou não lembramos que, para chegar naquela competição, participar da partida ou da prova, o atleta suou e treinou, repetiu e sofreu, ralou e abdicou de muitas coisas para estar ali, dando o espetáculo a milhares de pessoas. É evidente que muitos atletas ganham fortunas em sua carreira, mas os clubes/empresas faturam fortunas maiores ainda em cima desses atletas.

Certa vez li uma entrevista do Bernardinho, na época técnico da Seleção brasileira de vôlei. Bernardo foi questionado sobre o que o faz ter motivação para continuar planejando, treinando e trabalhando sempre com o mesmo comprometimento depois de ter ganhado tudo que poderia ganhar (olimpíadas, mundiais, sul-americanos e pan-americanos). A resposta veio ao estilo de Bernardinho: “O que me motiva não é a competição, não é o final, é o processo. A vontade de se preparar, tem que ser maior que a vontade de vencer”. Temos assim uma ideia de como grandes profissionais esportivos agem e pensam.

https://www.youtube.com/watch?v=U1kcElR7jj0

A paixão pelo esporte, seja de torcedores, praticantes ou profissionais, é o que movimenta e faz dar certo. Muitas políticas mundiais são baseadas na estrutura esportiva que seu país possui, na formação de seus jovens e de seus cidadãos. O Esporte movimenta toda e qualquer pessoa, do amador o mais alto nível, sempre com um interesse enorme pela sociedade, e sempre visando e apelando pela paixão das pessoas. A paixão pelo esporte é sem duvida a sua maior essência.